19.2.12

Filmes do fim de semana

 Sexta fui assistir "A dama de ferro"..estava precisando de um filme sobre mulheres duronas que não tivesse ninguém vestida de lingerie ou de colegial...
 Goste ou não do estilo político de Margaret Thatcher a história dela é incrível, e Meryl Streep está fantástica, simplesmente fantástica nesse filme o filme vale pelas duas.



 Agora pouco assisti ao filme "O grupo Baader-Meinhof", sobre um grupo terrorista que atuou na Alemanha Ocidental no fim dos anos 60. O filme é ótimo, os atores são ótimos e é muito bom olhar um pouco mais para a Alemanha Ocidental, afinal os mauzinhos eram os comunistas que limitavam a liberdade do povo alemão oriental, é interessante ver a repressão que existia na Alemanha Ocidental.






recadinho

Sabe esse monte de blog de moda aí na minha listinha de blogs?!

Pois é, não leio mais nenhum....cansei de um tanto de gente que não tem nada a dizer a não ser aonde foi e o que comprou.

Tá...na verdade os blogs de street style ainda fazem minha cabeça, gosto de ver como o povo aleatório e não tão aleatório se monta, mas gosto da foto, do estilo e só, nada da profusão de marcas e cifras que essa mulherada posta todos os dias.

Era só isso.

12.2.12

I will always love you...

 Em janeiro de 92 eu tinha acabado de completar 12 anos e minha prima estava na cidade, uma tarde meu avô nos levou ao cinema, era a primeira vez que eu ia ao cinema sozinha assistir um filme "de gente grande". Antes todos os filmes com censura a 12 anos eu tinha que assistir acompanhada dos meus pais. O filme era "O guarda costas".

 Foi meu filme favorito até "Entrevista com Vampiro" estreiar. Outro dia na tv estava passando "O guarda costas" e fazia um tempão que não ouvia "I will always love you" e escutando a música agora bateu aquela sensação de "A minha música!!!!".

 Sem contar que durante uns dois anos sempre que tocava a música em qualquer lugar tinha que aguentar um bando de adolescentes gritando a plenos pulmões o refrão...seria péssimo se não fosse engraçado demais.

 Enfim...Valeu Whitney Houston.




10.2.12

Hoje...

 Hoje acordei cedo, já estava com a roupa separada, toda a comida embalada, e lá fui eu com duas sacolas enormes e uma mochila para o laboratório.

 Cheguei lá e fui arrumar a sala para a festinha da defesa, depois fui me arrumar, troquei de roupa, botei maquiagem e lá fui eu.

 Na bio pedi para abrirem a sala, liguei meu computador no datashow, liguei a pendrive no computador da sala, arrumei o que estava desconfigurado, e fui comer um lanche rápido.

 Duas da tarde e estava todo mundo lá, a sala estava cheia, sinal de popularidade alta, todo mundo entra, senta, orientador abre os trabalhos e começa o show.

 Falei tudo o que tinha que falar, engasgei em alguns momentos, mas consegui me manter calma a maior parte do tempo, terminei a apresentação eprocurei rostos conhecidos para saber se tinha ido bem e todo mundo sorriu e fez que sim com a cabeça, o Ricardo me falou que tinha falado por 46 min. "Tempo certo, oba!!!!"

 Começou a arguição e nem sei resumir o que aconteceu, eu estava preparada para a primeira professora, ela participou da qualificação sabia aonde ela pegaria no pé, e foi exatamente o que ela fez por 1h30....acho que me saí bem,pelo menos sobrevivi, a segunda a falar é colaboradora, achei que ia pegar leve, mas foi bem mais ou menos, fez umas críticas e uns comentários que eu discordava, mas o que fazer tentei expôr meu ponto de vista mas sem discordar totalmente, pausa para intervalo e fui conversar com as amigas guerreiras que ainda estavam lá.

 Elas me acalmaram disseram que a segunda parte ia ser moleza e começou a segunda parte com um murro na cara. O terceiro professor começou a questionar tudo o que eu não fiz e na opinião dele eu não deveria ter feito, questionou coisas que eu não tinha escrito, mas eu tinha escrito ele que não havia lido, questionou métodos de análise, não me deixava falar, a primeira professora resolve responder a uma das perguntas que ele fez e não me deixou responder e ainda me deu bronca porque eu deveria estar respondendo, naquele momento eu só conseguia pensar "estou perdendo o controle dessa joça"....eu queria falar, eu sabia responder mas ninguém ali estava me ouvindo.

 Quando a terceira professora começou ela foi simpática, fez dois elogios e logo emendou um "nunca vi tantos erros de pontuação juntos"....me senti uma analfabeta....mas ela foi a única que pareceu ter lido a tese, a essa altura estava cansada e me sentindo uma burra, ela era a última e não tinha ouvido nenhum elogio, me senti derrotada...ela criticava eu só concordava, ela criticava eu anotava e concordava, uma hora senti que precisava voltar a reagir e voltei a responder, a tentar defender o meu trabalho, e logo ems eguida acabou.

 Meu orientador falou, contou toda a história do trabalho e eu voltei a amar meu projeto, no fim ele disse que eu fui responsável por 90% do sucesso do projeto....fiquei feliz....achei justo....achei merecedor....e mesmo sem saber pontuar, sem saber fazer legendas, escrevendo de modo informal e confuso recebi o título de doutora em ciências.

Obrigada aos amigos pela parceria.
 

8.2.12

amanhã....

 Amanhã a essa hora já serei doutora, é muito surreal...acho que nunca pensei seriamente que esse dia chegaria, colocar um ponto final no meu trabalho, escrever a tese nada significava o fim....pelo menos não tão fim como a defesa amanhã.

 Estou ansiosa, não sei como vai ser, como vou me sair, tem toda uma logística para dar tempo de organizar a festinha, me arrumar, estar pronta as 14:00 para começar a aula e encarar pelo menos 2 horas de arguição.

 Amanhã essa hora serei doutora....

5.2.12

Signs

Vídeo fofo que achei meio inspirado no vídeo "Bad Day" do Daniel Powter.


Signs - Short Film by Patrick Hughes from CineWeekly on Vimeo.


Espalhando um pouco de amor nesse fim de domingo.

<3

4.2.12

What Makes Love True Video

Vídeo fofo do projeto da Tiffanys com "The Sartorialist" e Garance Dore.



Amoooor!!!!! <3

Família

 Eu falo um bocado sobre família aqui, soou muito ligada a eles e na verdade acho que isso é a maior causa das minhas esquisitices, mas tudo bem.

 Quando se passa tempo demais dentro de uma estrutura familiar que não muda, ninguém casa, ninguém sai de casa, ninguém muda, fica tudo igual por 10, 15 anos....vai se tornando cada vez mais difícil se desligar.

 Uma coisa que notei e que muda muito com o tempo é a forma que você enxerga seus pais, sai todo o heroísmo, fica o humano com todos os defeitos, fracassos, fraquezas....não é uma sensação boa, tem dias que você não quer nem ouvir a voz deles, tem dias que você quer colocá-los num lugar bem protegido de todo mal do mundo, e conforme eles envelhecem e você se torna mais velho e mais forte fica muito difícil virar as costas e dizer tchau.

 A sensação é a mesma de abandonar uma criança....é muito difícil racionalizar....eles parecem mais frágeis do que quando eu tinha 20 anos....e acho que a verdade é que eles nunca foram mais fortes que hoje, o que mudou foi o modo de eu enxergá-los.

 A sensação que eu tenho agora é de que eu posso ir muito mais longe do que eles foram, mas para isso eu preciso continuar sozinha, construir a minha vida, a minha história, um caminho independente, mas ao mesmo tempo não é fácil deixá-los.

 Meus pais nunca me incentivaram a ir a lugar nenhum, o negócio era estudar, trabalhar e o resto a gente via....talvez eles achassem que eu fosse casar e seria como foi com eles, mas eu me acomodei, eles se acomodaram, minhas irmãs se acomodaram....é difícil dar o primeiro passo, ainda mais quando não se tem certeza do que vem adiante.

 A falta de segurança financeira é o que mais me deixa insegura, agora tenho bolsa, amanhã não sei....sair de casa é caro, muito caro e ultimamente São Paulo virou uma NY, qualquer cubículo custa uma fortuna, e tem condomínio, um monte de conta, mobiliar a casa....é muito dinheiro para que depois de um ano eu tenha que voltar para casa dos meus pais porque minha bolsa não foi renovada.

 Só que apesar de toda insegurança é hora de ir embora....a questão nem é essa...a questão é para onde ir....até onde vai minha coragem.

 Na teoria é tão fácil, reservo passagem e vou....chegando lá vejo o que acontece, mas sou uma cautelosa bundona, tenho um medo gigante de ir, um medo gigante de dar tudo errado, um medo de gigante de me arrepender, ou talvez seja medo de ser exatamente como eu imagino e não voltar mais, medo de perceber que a vida segue bem sem mim por aqui, medo de não estar aqui quando precisarem, medo de sentir saudades, medo de não sentir saudades, enfim....sou muito medrosa.

 É por conta de todo esse medo que eu tenho que ir.

 Eu topo viver sozinha, sem um puto, mas com medo....ninguém merece viver com medo.